04 agosto 2010

Just a Dream

Eu sonho com uma tarde chuvosa, em que eu esteja uma lástima (cabelo despenteado, ténis com os cordões cheios de lama, a t-shirt toda molhada, calças salpicadas e que na minha cara escorram as maiores gotas de água) e que tu, mesmo a ver-me naquele estado, me ofereces boleia. Me vens abrir a porta do carro e me obrigas a entrar contra a minha vontade.


Dizes: - Deixa-me oferecer-te boleia só desta vez.



Sei que não devia aceitar mas a vontade de estar perto de ti é tanta que não consigo dizer-te que não, alem disso a dor não pode piorar mais.

Levas-me para uma casa bem bonita e aconchegante, a tua. Saímos do carro a correr e abres-me a porta. Empurras-me para a casa de banho do teu quarto, ligas a torneira da água quente e fazes um gesto para que eu tome banho. Depois sais fechando a porta.Depois do meu pequeno duche, quando saiu para o teu quarto de toalha, vejo uma roupa em cima da cama. Visto-a às pressas – nem me penteio.

Depois disso sonho contigo a abraçares-me enquanto vemos uma comédia romântica e eu te digo que está na hora de me ir embora.



Sussurras: - Deixa-me oferecer-te carinho só desta vez.



Levantas-te rapidamente e vais em direcção a um lado da casa que eu não conheço. Uns minutos depois, não sei quantos porque quando estamos juntos o tempo VOA, o meu nariz começa-se a habituar a um cheiro vindo daquela divisão. Levanto-me sem fazer barulho e dirijo-me para o mesmo local que tu. Pergunto-te se posso entrar e tu dizes que não. Mas depois vens-me buscar à porta e apresentas-me uma mesa cheia de aperitivos, frutas e batidos.

Depois de comermos digo-te que tenho de ir porque vou preocupar os meus avós. Levanto-me e agarras-me no pulso: - Não vás já. Quero dar-te toda a felicidade só desta vez.

Uma meia hora depois a chuva pára e o céu esta suficientemente limpo que até dá para ver as estrelas. Arrastas-me lá para fora e contigo levas uma manta.

Sonho contigo a estica-la sobre a relva escura. Eu deito-me contigo nela e ficamos ambos virados para cima. Admiramos os dois as estrelas, como são bonitas. Vejo-te a sorrir para o nada, penso se estás realmente feliz. Se eu te faço feliz.

Pergunto-te se também me vais fazer passar a li a noite e suavemente, quase numa voz dormente, oiço-te dizer:



- Não. Mas sonha só desta vez.



Hoje sei que o carinho, o abrigo, a boleia e a felicidade apenas fazem parte de um sonho que nem tão depressa virá a ser real.









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