09 setembro 2010

Love Game


Caminhas lentamente em todos os sentidos. Moves-te por entre multidões sem nunca seres visto. Derrubas um aqui, outro ali. Passas por cima dos mais pequenos e passas ao lado dos mais pesados. Tiras da frente o que não gostas de ver e afastas-te do que temes.


Sempre num conjunto de actos, tu, moves-te no tabuleiro do meu coração, mostras o quão insignificantes são os meus outros sentimentos e que o mais forte é sem dúvida aquele que se esconde atrás de todos com medo de ser arrancado violentamente de jogo. Esse, que não sei dar outro nome que não seja, amor.


É protegido por todos. Pela inocência, pela timidez, pela segurança e pela dúvida. Amor esse, que quando tu o encontras, é humilhado, é motivo de discussão, é espantado... é totalmente espezinhado até sangrar. Depois disso sabes que ele vai voltar a respirar, sabes que ele tem forças para tudo menos para desistir de ti, sabes que ele é determinado; mas mesmo assim oiço-te gritar por entre risos: Xeque-Mate.



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